segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Roça, Sex and City, Vinnya (pura maluquice) e....

11/10/2016

Nada enxergo na escuridão da rua que segue a frente da casa onde estou hospedado. Um sinistro silêncio total me aterroriza um pouco. Nem a voz dos  vizinhos escuto, parece não haver ninguém em casa. A casa onde estou não é nada segura, uma cerca de arame farpado com um portão de madeira, qualquer pessoa pode adentrar para dentro do terreno, basta querer. As janelas e a porta de madeira me deixam com uma forte impressão de insegurança. Felizmente o local é composto por pessoas simples e trabalhadoras, que cansadas a esta hora, devem estar quase dormindo. Como estou muito cansado por ter andado o dia inteiro, caio no sono sem perceber,  e acordo apenas pela manhã bem cedo.
Hoje, 15 de outubro de 2016, já em Volta Redonda, curti em casa um sábado quente, chuvoso, a noite uma espécie de forró num bar aqui perto, que não chega a me incomodar por eu dormir nos fundos, mas com certeza incomoda muitos moradores próximos. Mas lá pelas 22h30min desligaram o som, talvez não o liguem novamente, caso não se trate de uma pausa.
Hoje, achei a Carrie bem chatinha na quarta temporada de Sex and City. Bem chatinha mesmo. Comecei a ver Vinnya, Espíritos da Selva, que tem um ritmo lento, mas fiquei curioso sobre o que pode acontecer, o filme não é previsível, pelo menos para mim, então vi um pedaço, e como costumo fazer, amanhã, vejo mais um pouco. Depois vi o final, mas ele escambou para uma coisa doida, com um final muito esquisito. Não gostei, nem vale a pena ver.
Nesse momento em que escrevo são 23 horas, e já estou pensando em ir dormir, parece até que é de propósito, nessa hora dois dos cinco cães do vizinho ficam agitados e começam a brigar, a dona dele consegue gritar mais alto que eles, acaba deixando agitados todos os moradores da casa. De repente tudo fica calmo, mas parece que houve uma contaminação para outros vizinhos que nunca percebemos que estão em casa, de tão quietos que ficam, num repente começam a gritar algo que não consigo entender o que é, parece que gritam com alguém ou com algum animal, não entendo bem, só penso que hoje a noite está meio esquisita, embora eu não esteja na escuridão da roça que estivera uns dias antes, e lá só houve paz e sossego.

Ilíada - Parte 1



Ilíada é um clássico de Homero, um clássico difícil de ler, mas que talvez mereça ser lido, pensando assim resolvi lê-lo de uma maneira diferente, resolvi ler copiando-o para cá aos poucos, e fazendo anotações diversas relativas ao que for descobrindo durante minha leitura. Há muitas palavras e nomes  que não se usam no momento, como peleio, Orco, Jove, Mirmidon, entre outros.

Canta-me, ó deusa, do Peleio Aquiles,  Peleio: que peleja, que combate,....Aquiles, participou da guerra de Tróia, era invulnerável exceto em seu calcanhar, 
A ira tenaz, que, lutuosa aos Gregos, Verdes no Orco lançou mil fortes almas, Orco: deus do submundo, espírito da morte, na mitologia romana. É o conhecido Plutão na mitologia romana
Corpos de heróis a cães e abutres pasto: Lei foi de Jove, em rixa ao discordarem, Jove, outro nome de Netuno
O de homens chefe e o Mirmidon divino. Mirmidon, herói, nação grega
Nume há que os malquistasse? Nume, divindidade, celeste....Malquistasse, que não é querido 

O que o Supremo teve em Latona. infenso um letal morbo.   No campo ateia; o povo perecia, só porque o rei desacatara a Crises.  Latona (Leto), deusa do anoitecer e uma protetora das crianças, filha de Febe e Céos, e mãe de Febo (Apolo) e de Diana (Ártemis). Foi amante de Júpiter, com quem teve um filho, teve de fugir da ciumenta  deusa suprema Juno (Hera).     Crises, sacerdote do deus Apolo. A filha de Crises, Criseida, foi raptada por Agamenon, mas após uma praga enviada por Apolo, Agamenon soltou Criseida.

sábado, 24 de setembro de 2016

06/07/2016 - Quarta-feira
Por causa dos quatro cães com latidos altamente infernais a noite toda, para poder conseguir dormir sou obrigado a usar tampões de borracha.  Assim procedendo, dormi bem e acordei cedo. Aguardava o dia amanhecer às 06h20min enquanto preparava o café, ligava o notebook e a televisão,

Às 06h20min  me acomodei nos fundos do quintal e sob a luz do dia, por trinta minutos li Versos Satânicos, de Salman Rushdie.  Não é um livro muito fácil de ler.  Mas após ler um pouco numa hora que a cidade ainda está sonolenta, percebi o livro com outros olhos, entendi melhor o que estava dito ali, compreendi melhor as nuanças que não conseguia captar, ou pelo menos sentia mais facilidade de entender certas passagens. Pelo jeito o mundo barulhento de hoje dificulta bastante a leitura de certos livros que tem uma escrita melhor elaborada, acabando nos fazer parecer se tratar de uma obra chata e tediosa, quando na verdade, as condições ambientais é que causam essas dificuldades.

As sete horas, o vizinho começa a tocar baixinho sua sanfoninha, o que não incomoda, é até relaxante e bom saber que alguém está fazendo o que gosta, está praticando algo  por puro prazer e satisfação própria.

domingo, 7 de agosto de 2016

A passagem da tocha numa cidade do interior


Coincidência ou não, após o Brasil sediar a copa do mundo, a coisa começou a degringolar por aqui. E o mesmo aconteceu com o Rio de Janeiro, que quebrou com a vinda da Olimpíada.

Então sou contra o Brasil sediar esses tipos de eventos, pela falta de competência do país,  pela imensurável corrupção, roubalheira sem fim, etc.

Mas Volta Redonda é uma cidade pequena, do interior do Rio, rotineira, bastante parada principalmente se comparada às capitais deste país.  O evento mais chamativo para a cidade é a copa do mundo, mesmo assim o que se nota são as pessoas correndo desesperadas para casa. Na hora do jogo, as ruas ficam num deserto total, fica até perigoso.

Mas com a passagem da tocha na cidade, dia 28 de julho de 2016, a situação foi diferente, acabou sem querer movimentando a cidade, pela multidão que  se estendeu pelo Bairro Retiro, entre outros, fato inédito por aqui. .

Quando saí do trabalho, um pouco antes das 18 horas, as calçadas estavam tomadas por pessoas que já estavam ali há bastante tempo, desde as 16 horas, conforme programado, mas alterado em cima da hora para as 17 horas, acabou chegando  às 18h25min.

Em um determinado momento, surgiu um rapaz correndo com uma tocha na mão. As câmeras  dos celulares entraram em ação num ritmo vertiginoso, custaram a perceber que o rapaz estava zoando com uma tocha falsa.

O que precedeu a tocha, foram dois caminhões guincho da Guarda Municipal, para rebocar veículos caso houvesse algum estacionado em local proibido naquele dia, mas nesse momento não havia nenhum veículo nessa situação. Os caminhões guincho logo foram seguidos por carros da polícia federal, pelos carros da polícia militar, pelo comboio conduzindo a tocha, por último o caminhão dos bombeiros. Ali deram uma parada, o pessoal tranquilamente fotografou tudo. A passagem da tocha naquele local deve ter durado uns dez minutos.

Onde a tocha passara já estavam retirando os cones proibindo estacionamento sob risco de reboque, no lado direito da rua sentido Centro.  De manhã muitos estacionaram assim mesmo, tendo os veículos rebocados.

Mas o que notei principalmente com a vinda da tocha, com a proibição de estacionamento de um lado das avenidas,  é que  o trânsito fluiu normalmente durante todo o dia. Ou seja, se fosse proibido o estacionamento sempre, o trânsito não ficaria congestionado como fica todos os dias. No dia seguinte mesmo, já se notou a diferença, trânsito lento o dia inteiro. O problema é que as pessoas, de um modo geral, pensam mais nelas em detrimento do interesse coletivo. Ninguém quer estacionar o carro numa determinada rua e andar cinco minutos até o local desejado, querem estacionar em frente ao local, sem ter de andar um minuto sequer.  E depois, muitos lotam as academias.

domingo, 26 de junho de 2016

Cold saturday

Sábado frio. Cold saturday.   Doing lunch, fazendo almoço. Chego na varanda dos fundos escuto um miado, chamo por ele, mas ele sai miando nãaaaaao.  Pela manhã assisti Sherlock, já na segunda temporada. Pra falar a verdade, gostei mesmo apenas dos dois primeiros episódios da primeira temporada, depois achei o roteiro meio confuso, meio perdido, parecia não saber pra onde ir.  

Hoje em dia temos pressa de tudo, pra encher a panela de água tenho de esperar por alguns segundos, que me parecem infinito. Pra não ter a sensação de que está demorando, faço um pouco de musculação sem aparelho, usando apenas meus braços numa forte contração, assim a panela se enche mais facilmente. A vida moderna nos acostumou muito mal. Pra fazer chá, esquento a água uns oito minutos no microondas, e faço outras coisas até eu ser avisado pelo apito de que já está no ponto para a infusão.  Warm it to water for the noodles.

 Enquanto cozinho, traduzo outra música de nome grande, Everybody wants to rule the world.  E traduzindo outros textos, aprendo outras palavras novas além do da canção, warm, noodles, to rule.   Seguindo dicas de especialistas, mexo o macarrão por dois minutos, e pra espantar a preguiça e um soninho que ameaça me dominar, endureço as pernas por alguns segundos. Só isso já é o suficiente pra me deixar em estado mais alerta.   I move the noodles a little.  A minute later is baked, cooked. Agora é só temperar.

Segundo pesquisa científica estudar inglês, ou outro idioma, deixa a pessoa mais inteligente. Vi no twitter da Nanda. Tomara que seja verdade, tou precisando de ficar mais inteligente.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Catemerino 3

No ônibus entra um senhor que deve fazer uns dez anos que não toma banho,  todos os passageiros ficam apavorados com receio de tê-lo como acompanhante por alguns minutos. A premiada é uma jovem, de aparência limpa e cheirosa, que tem o desprazer de ter suas narinas fortemente violentadas pelo odor que invade parte do ônibus. Alguns se afastam.

Salto do ônibus, passo no banco, em seguida vou a pé até o Jardim Primavera, bairro nobre pouco notado pelos moradores de bairros vizinhos, por ficar na parte alta, a maioria não gosta de pegar morro a pé. Não ligo pra isso, aproveito a calma do lugar. 

Chego no bairro Niterói, também habitada por famílias abastadas, mas por ser caminho para o Centro, é comum trabalhadores passarem por aqui. Vou a pé para o Aterrado, que é um bairro situado num dos Centros comerciais de Volta Redonda, mas pego as ruas de dentro, com pouquíssimas lojas, assim fujo das tentações consumistas. 

Nas ruas de dentro há bastante bares, alguns vazios a  esta hora, mas há aqueles já com  bastante gente sentada nas calçadas tomando uma cerveja e observando a vida se movimentar. Não ligo pra bares, se gostasse esse trecho seria um prato cheio pra mim. Caso eu gostasse iria preferir os mais vazios, os mais tranquilos, como também Philiph Marlowe gosta. Eu penso um dia em que eu estiver de bobeira, entrar por curiosidade num e pelo prazer de variar, entrar num desses mais tranquilos, e passar algumas horas observando o movimento.  Mas por enquanto é apenas uma mera possibilidade.

Penso no que ela estaria fazendo agora. Nos finais  de tarde faço o possível para arrumar um tempinho  só para papear com ela um pouco. Por menor que seja o tempo que conversemos, sempre me ajuda a relaxar um pouco, a esquecer um pouco dias cansativos de trabalho, e a recuperar minhas energias.  

sexta-feira, 27 de maio de 2016

When the night comes


Gosto ruim tem Campari, um mini gole já incomoda, deixa um forte gosto amargo na boca sem nenhum efeito causar, além de um mínimo relaxamento facial, interno. Até as coisas proibidas, vez ou outras são necessárias, não se pode viver de modo sério o tempo todo.  Dizem que bebidas amargas podem ser benéficas para ajudar a combater os males do fígado, mas não deve ser todas as bebidas. Faço um chá de amora que dizem  fazer aumentar a taxa de vitamina D em nosso organismo. O gosto amargo deixado pelo segundo gole do Campari me faz ficar com vontade de comer um pastel. O terceiro gole provado minutos depois, desceu mal pela garganta fazendo com que o restante no copo,  que seria o quarto gole, fosse jogado fora pia abaixo. Que gosto horrível fica na boca, mas deixa em mim uma pequena alegria.

sábado, 14 de maio de 2016

Pé esquerdo


Sexta-feira 13, quarenta minutos parado no ponto e apenas um ônibus lotadão passou. Dias atrás, com dez minutos já estava dentro de um. O segundo, ao parar no meu ponto, também cheio, ainda levou uma pequena pancada nem sei se por carro ou por que tipo de veículo que foi, só escutei o barulho. Foi o suficiente pra descer a maioria dos passageiros, depois entraram de novo após verificar que o máximo que pode ter ocorrido foi um arranhão, e o condutor do outro veículo simplesmente sumira. Nem sei se alguém entendeu alguma coisa.

Vi que não era o meu dia, estressado resolvi ir caminhando, até que uns quinze minutos depois já meio cansado de andar, e doido pra chegar em casa que ainda se encontrava um pouquinho longe,  parei num ponto melhor que conta com maior disponibilidade de  linhas.

No dia seguinte, sábado, por incrível que pareça, levantei bem cedo, mas escolhi mal o horário pra pegar ônibus, pra chegar num dos destinos que adoro caminhar. Poderia caminhar por aqui mesmo, levaria quinze minutos a pé pra chegar à ciclovia, mas o barulho do trãnsito é intenso, em contraste com outros lugares com trânsito bem menos intenso.  Dependendo do dia teria escolhido aqui perto mesmo. 

Como queria pagar uma conta o certo era me conduzir até o Aterrado, de lá caminharia por outros percursos também agradáveis. Peguei o ônibus que logo lotou, resolvi descer no meio do caminho para andar um pouco pela Vila Mury,  muito boa pra isso, ali haveria mais linhas disponíveis. O tempo estava relativamente frio, dezenove graus sob uma pequena garoa intermitente, estava frio menos pra mim. Após um determinado tempo peguei um outro ônibus, fui  no banco pagar conta, mas o Santander aberto vinte e quatro horas estava fechado.

É, não era o meu dia. Caminhei mais um pouco e fui pra casa.

sábado, 7 de maio de 2016

Wolfpack - Lobos de Manhattan


Este filme documentário que passou no Sundance Channel é muito chato de ver, mesmo assim não desisti, mas só consegui continuar,  vendo em pequenos capítulos, e algumas vezes, enquanto me exercitava. Dizem que correr faz desenvolver novos neurônios. O que vai ter de gente correndo por aí, o que é bom.
Mas continuo assistindo o filme documentário que por ser documentário me pareceu mais patético ainda, me deixando na dúvida se realmente é um documentário, ou se foi filmado como se fosse documentário, considerando que nos dias de  hoje tudo é possível.
A título de sofrer um pouco, aconselho, desafio na verdade a que assistam esse filme.
Existe até um face dele.  Twitter não consegui achar.
Tem hora que nem acredito que esse filme existe.

*_*Outros:

  1. As seis reformar que o Brasil precisa realizar 
  2. 4 provas científicas de que tv estraga sua vida  (a minha não) 
  3. Sabonete líquido PODE prejudicar a saúde (Esperamos que não, hein,  Nanda-Idade da Pedra
  4. Plugin de segurança dos bancos permite vazamento de dados 
  5. 6 hábitos que podem estragar seus dentes 
  6. 50% das mulheres mantém um estepe, caso o relacionamento acabe, diz pesquisa 
  7. Site da Austrália elege Bolsonaro como o político mais repulsivo do mundo 
  8. Cunha liderou impeachment por razões pessoas, diz Fishlow 
  9. Como recuperar arquivos perdidos de um pendrive ou cartão de memória 
  10. Fórmulas no excel  


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Profetas e reis

Profetas e reis
70 ano DC, aproximadamente.
Filipe se levantou ao raiar do dia, orou, fez seu desjejum, abençoou pessoas próximas a ele  naquele momento. Leu no seu pergaminho algumas linhas com histórias dos antigos profetas, tempo bom aqueles, pensou Filipe, em que os profetas eram poderosos, tinham poder para interferir até na vida dos reis, podiam cortar cabeças dos religiosos ligados a Baais e Aserás, sem que sofresse represálias por isso, salvo raras exceções.
Como fazia todos os dias, Filipe se preparava para dar uma caminhada pelos arredores da cidade, pregar um pouco, falar do fim que está próximo. Após o almoço tiraria uma palhinha, um cochilo, afinal ninguém é de ferro, para mais   tarde retornar sua pregação, quanto mais almas ganhasse para o céu, mais alegria sentiria no seu coração.
Mas o céu tinha outros planos para ele naquele dia, um anjo lhe ordenou que pegasse a estrada, e ele simplesmente obedeceu sem saber a razão, até que avistou uma carruagem em que o mesmo anjo lhe avisou que ali havia um eunuco Etíope temente a Deus que estava lendo o livro de Isaías.


*_*   E....................

Vinho faz bem ou não à saude