sexta-feira, 22 de abril de 2016

Profetas e reis

Profetas e reis
70 ano DC, aproximadamente.
Filipe se levantou ao raiar do dia, orou, fez seu desjejum, abençoou pessoas próximas a ele  naquele momento. Leu no seu pergaminho algumas linhas com histórias dos antigos profetas, tempo bom aqueles, pensou Filipe, em que os profetas eram poderosos, tinham poder para interferir até na vida dos reis, podiam cortar cabeças dos religiosos ligados a Baais e Aserás, sem que sofresse represálias por isso, salvo raras exceções.
Como fazia todos os dias, Filipe se preparava para dar uma caminhada pelos arredores da cidade, pregar um pouco, falar do fim que está próximo. Após o almoço tiraria uma palhinha, um cochilo, afinal ninguém é de ferro, para mais   tarde retornar sua pregação, quanto mais almas ganhasse para o céu, mais alegria sentiria no seu coração.
Mas o céu tinha outros planos para ele naquele dia, um anjo lhe ordenou que pegasse a estrada, e ele simplesmente obedeceu sem saber a razão, até que avistou uma carruagem em que o mesmo anjo lhe avisou que ali havia um eunuco Etíope temente a Deus que estava lendo o livro de Isaías.


*_*   E....................

Vinho faz bem ou não à saude  


sábado, 19 de março de 2016

Fevereiro, ainda

Há aqueles que querem ler muito rápido pra poder ler o máximo de livros possível. Acho desnecessário essa ansiedade por ler grandes quantidades de livros. O importante pra mim é o prazer da leitura, de preferência  com ritmo lento aproveito melhor  sem me estressar. Curto ler sem pressa, todos os dias  um pouco, mesmo que seja um parágrafo, e caso eu goste do parágrafo, matutar sobre esse parágrafo nas pequenas várias pausas do dia,  fazendo anotações, refletindo, relembrando, e até mesmo, relendo-o.

Lendo, esses dias descobri que Aquiles é chamado de Peleio por ser filho de Peleu, e que sua mãe Trétis  era a deusa do mar, e que Jove era um dos outros nomes de Netuno.
Mas, o que ganhei com isso ao ter o trabalho de ler as páginas iniciais de "A Ilíada",  um dos grandes clássicos eternos de Homero?
O fato é que  em termos práticos não ganhei nada, além de conhecimento que acredito não servir para nada. Mas devo estar atendendo a alguma força do universo que nos faz gastar tempo e energia com coisas que não nos proporciona nenhum benefício visivelmente útil. Talvez seja útil para o cérebro colocá-lo para trabalhar de algum modo. Uma boa parte dos brasileiros consome parte do seu tempo em acompanhar jogos de futebol, costumam saber os gols que seu time preferido fez em determinada época, em determinado jogo. Visivelmente não serve pra nada isso, mas por razões desconhecidas a nós, pode ser um excelente exercício para o cérebro, como pode servir para outras coisas desconhecidas por nós.


Mudando de assunto, 07 de fevereiro de 2016  domingo de carnaval  23h30min  retornei ao filme "Kumiko, a caçadora de talentos" continuando  de onde tinha parado, a partir de  01h20min de fita. Não gostei do final. Me pareceu uma perda de tempo filmarem essa história e uma perda de tempo  assisti-la. Nada acontece. É um faz de conta que acontecerá sem acontecer. Fica só no quase, na suposição. Não tenho a mínima noção  de onde tiram essas idéias e as transformam em história sem história.  Enquanto rascunho esse texto no computador, escuto vozes ao longe vindas dum bar mais ou menos próximo daqui. Muita gente gosta de bares. A noite, o lugar que mais gosto de estar é na minha casa, pelo menos me sinto mais seguro, mais confortável. Aqui faço o que der na telha, se quero ver tv, vejo; se quero ler, leio, se quero ficar quieto no quintal, fico. Se quero dormir, durmo. No bar posso estar conversando com uma pessoa cuja companhia aprecio, mas também posso ser obrigado a aturar alguém de temperamento desagradável. Nunca frequentei botecos. Mas tem quem goste muito. As vozes no bar se pausam, somem, se intervalam. Paro o meu pensamento para me concentrar no silêncio lá fora, para escutar o silêncio mantido por alguns minutos, num intervalo para o ruído. Por algum tempo nada escuto.

Depois da meia-noite, o calendário passou para 08 de fevereiro de 2016, segunda-feira de carnaval, leio  um trecho inicial do  Discurso do Método: "inexiste coisa mais bem distribuída  que o bom senso"; e Ilíada: "Canta-me-ó Deusa, do Peleio Aquiles, a ira tenaz, que, lutuosa aos gregos, verdes no Orco, mil fortes almas lançou";  e dois artigos, um de uma psicóloga, outro, de uma sommelier. Homero pega a sua caneta da antiguidade clássica e principia sua Ilíada por Aquiles e sua terrível ira. Tou nas primeiras linhas do primeiro capítulo, deve levar anos  para que eu conclua a leitura desse livro, enquanto leio vários outros ao mesmo tempo, e clássicos como este leio e releio indefinidamente em conta-gotas.
A sommelier Alexandra Borges num artigo discorre sobre a produção de vinhos na Cidade do Cabo, que embora africana, nada lembra a África, conforme ela mesmo explica. O dinheiro muda as coisas, inclusive uma cidade, como os jardins manicurados próximos às vinícolas.

Na maioria das vezes, costumo acordar as 03h45min da madrugada, tomo água, vejo o silêncio solitário da escuridão lá fora se manifestar em todo o seu auge. 03h45min, daqui mais ou menos uns quinze minutos, ela, numa lonjura muito distante daqui se levantará para começar mais um dia, se levantará numa hora em que a maioria está no mais profundo do seu sono. Será que a casa percebe que ela levantou, ou todos dormem profundamente sem nada escutar?  Acredito que lá, num lugar bem longe, ainda esteja bastante escuro a esta hora.

*_*

Outros (para ler depois):
Andar de escada - excelente exercício    

Google alerta usuário sobre invasão de dispositivos or hackers do governo      

Gato vira líder de família de cães      

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domingo, 24 de janeiro de 2016

Piada infinita, música e cinema

Os humanos são seres ritualísticos por natureza, que seguem rituais surgidos desde a gênese da espécie humana. Enquanto cozinho seguindo rituais antiguíssimos,  vem a minha mente  espacato total  mencionado no Graça Infinita, em Portugal  Piada Infinita.    Espacato total achei que se tratasse de um prato italiano, mas  constatei no dicionário   que tinha a ver com exercícios físicos. O fato é que no livro essa palavra espacato  estava inclusa numa espécie de sub-capítulo cujo tema era o exercício físico, mesmo assim me confundi por conta do seu tom pronunciativo  espacato, que não sei por quê  me levou a ter a sensação de se tratar de tema ligado a culinária.  

O livro do David Foster Wallace me faz lembrar em alguns pequenos parágrafos, de coisas do meu passado que tinha até me esquecido. Quando jovem cheguei a experimentar cigarro em segredo  sem que ninguém de minha família soubesse. Não me viciei durou no máximo um ano. Mas lembro-me que o fato de fazê-lo escondido me causava grande prazer.

No dia seguinte, segunda-feira a noite, 23 de novembro de 2015 pego o Graça Infinita e prossigo da página 127:  "misturado aos odores comidícios".   Comidícios, o que vem a ser isso?  Paro, fico pensando até mais ou menos achar que entendi, como o odor vem da sala de jantar, comidício deve ter a ver com comida. Procuro na internet, que nada retorna, nem o todo poderoso Google.

Passou segunda, chegou quinta-feira, estou na página 180, e achando na verdade bastante chato o Graça infinita. Será que melhora? Embora não esteja apaixonado pelo livro, não tou conseguindo largá-lo, estou indo num ritmo lento, mas constante, e sempre seguindo em frente, sem passar para outro. Segundo o autor, na página 210, boa parte das pessoas viciadas em alguma substância costuma ser viciada em pensar, em estar sempre pensando.
Hum.
Não sou viciado em substância alguma, mas não consigo evitar de pensar, sempre gosto de estar pensando em algo, principalmente quando estou executando atividades manuais. Será isso um vício? Não sei, o que sei é que pensar cansa. Sempre que me lembro procuro não pensar em nada, ou me concentrar numa coisa única, tipo respiração. Me sinto melhor quando o faço, parece que minha cabeça descansa um pouco.
Mais ou menos no dia  de dezembro de 2015, dou uma parada nesse Graça, para dar a atenção a outros livros, e até hoje, 24 de janeiro de 2016 ainda não voltei a ele. Vai demorar. Sem pressa. 



Adele
Vez ou outra pipoca na internet manchetes sobre Adele, que não sei do que se trata, mais por culpa minha, que me alienei muito do mundo musical. Costumo entrar no twitter da Nanda onde sempre há dicas musicais, me ajudando a me atualizar sobre quem nunca ouvira antes. Esses dias ouvindo JB fm (link aqui), fiquei conhecendo a Adele, se é que podemos dizer que conhecemos uma artista baseada apenas numa canção, acho meio difícil. O timbre da voz dela, bastante alto, me desagradou bastante, de uns anos pra cá ando bastante sensível a esse tipo de voz, mas a causa do problema está em mim, não em quem canta.

Jorge Vercilo
Começa uma outra canção, pela voz penso se tratar de Djavan, mas na play list do momento, mostra Jorge Vercilo, sempre confundi essa voz com a de Djavan.

Foreign
Acabo conhecendo Foreign, que não me desagrada, mas sem agradar tanto a ponto de ir comprar um cd.

Jason Mraz
Foreign foi sequenciado por Jason Mraz, cuja voz me é familiar, mas sem que eu soubesse de quem se tratava ao ouvir por aí, I'm Yours, auditivamente bastante agradável.

Mariah Carey
Começa então Mariah Carey, a cantar I'll be There, que penso se tratar inicialmente de Michael Jackson, a julgar pela voz. Depois muda bastante, me fazendo perceber que é uma nova versão, e apenas consultando a play list daquele momento descubro de quem se trata.

Bem, esses artistas citados acima é coisa de domingo passado, hoje já sendo domingo novamente se passou uma semana, só que agora é domingo nascente, ou seja acabando de nascer, é meia-noite e doze minutos. Embora um vizinho distante uns cinquenta metros daqui esteja dando uma festa, a festa está tranquila principalmente em se comparando a outras festas antigas promovidas por ele. Apenas vozes se escuta, nada de música, pelo menos por enquanto. Das 22 horas até as 23 horas assisti o "Garotos Incríveis", que me surpreendeu, se saiu melhor do que eu pensava. Pensava ser um filme parado, de ritmo lento, mas bom, mas pelo contrário os personagens parecem meio malucos, fazem o que não é para fazer, nem parecem esquentar muito a moringa, e situações vão surgindo. Me surpreendeu. Trata-se de um filme do ano 2000, nunca ouvira falar dele, com certeza é um filme bastante subestimado. As 23 horas li as páginas iniciais do "Garota no trem", cujas páginas iniciais não estava gostando muito, até que ficou bastante interessante após a página 50, percebi em certo momento que estava misturando os personagens, pensava que era uma certa personagem, mas era outra, separada por capítulo, bem que estava estranhando alguma coisa, mas sem saber o quê. Mas vale a pena se distrair com esse livro, a trama é até bem montada causando algumas surpresas, se bem que alguns leitores nada consegue surpreendê-los. 


25/12/2015.  Não sei por quê, me veio a lembrança do criador das cenas difíceis para o MacGyver, quando esteve no Brasil para uma palestra. Ele sendo cientista, não sei se químico ou físico,  acho que químico, encontrou uma grande platéia esperando por ele, se surpreendeu achando que os brasileiros se interessavam muito por ciência, mas para sua grande surpresa, o que queriam mesmo, o que lhe perguntavam mesmo era sobre MacGyver, que ele não sabia que era bastante conhecido por aqui.


Cinema
Destaques 2015
(Os que eu vi)

O Atalho


 











GAROTOS INCRÍVEIS
Se saiu melhor do que eu pensava.


A MENINA DO GUARDA-VOLUME
Embora muito violento, macabro mesmo, acabei gostando, não me deixando desligar a tv enquanto não acabasse. Muito bom.

O ATALHO
Um faroeste dos bons, diferente, até mesmo meio sinistro. Acho que vale a pena conferir. Meio assustador para quem teme a solidão.


CONTOS GÓTICOS DE CRIMES
Um policial parece esconder seu passado violento, e se considerar hoje um novo homem, batizado na fé cristã. Mas o seu verdadeiro eu pode voltar a se manifestar a qualquer momento, podendo chegar a uma grande acesso fúria incontrolável.

A MÃE DE GEORGE
Andrew Dosunmu


MOSCOU, BÉLGICA


AZUL É A COR MAIS QUENTE
O fio de cabelo de Adéle insiste em se mostrar a frente do rosto, com certeza pensado para incomodar, ou chamar a nossa atenção. Uma simples tesoura resolveria o problema. Com diálogos bem escritos, consegui acompanhar a história sem grandes dificuldades ou enfado.


ERA UMA VEZ EM NOVA YORK


GAROTAS SELVAGENS
Quinze de Setembro de 2015, terça-feira, 05h30min da madrugada me levantei para exercitar um pouco, deixei a tv ligada, passando Garotas Selvagens, cujo título me desagrada bastante, mas Bill Murray fazendo parte do elenco me animou a pelo menos tentar acompanhar alguma coisa. Para minha satisfação, o filme é legendado, assim deixei o volume no zero, prefiro o silêncio a esta hora e acompanhei os primeiros 50 minutos do filme. Ainda bem que o fiz me exercitando, porque o tema de um homem provavelmente inocente ser acusado de estupro por duas garotas costumam me fazer desligar a tv.
E ainda por cima me sentia mal por uma dor de dente persistente, que com certeza seria caso de canal, que talvez seria resolvido nesta terça-feira mesmo às 13h30min.
Dezesseis de setembro de 2015, quarta-feira, 22 horas, vejo mais um pouco do filme, desta vez calmamente sentado, e me sentindo melhor, já sem a dor de dente. Na verdade estava me sentindo no paraíso.


MANUSCRITOS NÃO QUEIMAM
O filme consegue mostrar a que ponto consegue chegar as maldades, os sofrimentos que os humanos são capazes de infrigir aos seus semelhantes.



 *_*LISTA:

    1. Garotos incríveis, de Curtis Hanson
    2. A menina do Guarda-volume, de Jun-hee Han
    3. O atalho, de Keylly Reichardt
    4. A mãe de George - Andrew Dosunmu
    5. Contos góticos de crimes, de Ed Gass-Donnelly
    6. Era uma vez em Nova York, de James Gray
    7. Moscou, Bélgica, de Christophe Van Rompaey
    8. Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche
    9. Garotas Selvagens, de John McNaughton
    10. O vigia, de Scott Frank
    11. O suspeito da Rua Arlington, de Mark Pellington
    12. Nebraska, de Alexander Payne
    13. Manuscritos não queimam, de Mohammad Rasoulof
    14. A outra, de Justin Chadwick
    15. O Verão dos peixes voadores, de Marcela Said
    16. A bela da tarde, Luis Buñuel
    17. Soldado Jane, de Daniel Hoesl

      sábado, 19 de dezembro de 2015

      Livros lidos 2015


      O Cães de Roma é a minha estréia no universo do Comissário Alec Blume, personagem de histórias policiais ocorridas em Roma, um bom divertimento.  A garota no trem me causou estranheza nas suas primeiras páginas, por ser de um estilo diferente dos livros lidos até este momento, mas se mostrou bastante interessante após a página 50.  Também é um bom divertimento.          Mais ou menos na mesma linha, concluo o A Estrela do diabo, muito bom, excelente frasista esse Jo Nesbo, com historinhas interessantes, caindo um pouco, apenas nas últimas páginas por seguir um final típico de filmes policiais americanos.
      Quartos fechados  é um outro bom livro de entretenimento, do tipo que se lê fácil e rápido, como o caso do Garota no trem. O diferencial desse é que é escrito por uma crítica literária, que não é uma escritora frustrada já que consegue escrever boas histórias.
      Para sempre Alice    busca mexer com o nosso lado emocional, sendo também de fácil leitura. Sem ter nada a ver, certas situações me lembra um pouco o Quincas Borba de Machado de Assis, que penso numa futura releitura.

      A ditadura escancarada/ilusões armadas 
       também é de fácil leitura, embora de tom mais pesado por mostrar uma época feia do nosso passado, e que alguns desejam a volta desse passado, sem saber  do que estão falando.
       Uma leitura um pouco pesada, por causa do tema pesado, que é as consequências da revolução russa, mostrando o lado mais animalesco do ser humano é o Homem que amava os cachorros.
       Pegando bem mais leve, temos o 1889, fácil de ler sem ser desinteressante.

      Uma leitura tranquila, muitos não gostam desse tipo, é o Judas
      onde em um certo momento um personagem afirma que os judeus não aceitaram Jesus como o Messias porque...........



      1. Cães de Roma - Conor Fitzgerald
      2. A estrela do diabo - Jo Nesbo 
      3. A garota no trem - Paula Hawkins
      4. A ditadura escancarada/Ilusões armadas - Elio Gaspari
      5. 1889 - Laurentino Gomes
      6. O Homem que amava os cachorros - Leonardo Padura
      7. Judas  - Amós Oz  
      8. Quartos fechados - Care Santos
      9. A verdade sobre o caso Harry Quebert -  Joel Dicker
      10. Sniper americano - Khris Kyle 
      11. A bibliotecária de Auschwitz -  Antonio G. Iturbe
      12. Para sempre Alice - Lisa Genova
      13. Meia-noite em Bhopal - Dominique Lapierre e Javier Moro
      14. Retrato do artista quando jovem - James Joyce
      15. Cartas entre amigos - Fábio de Melo e Gabriel Chalita 
      16. Um escravo chamado Cervantes - Fernando Arrabal
      17. O livro de Henrique - Hilary Mantel
      18. Contos franceses eternos - Maria do Carmo Sepúlveda Campos
      19. Os náufragos - Ellin Hilderbrand

      terça-feira, 10 de novembro de 2015

      Segurança - um tema recorrente

      Por um bom tempo atrás costumava caminhar nos sábados a tarde pelas ruas desertas e bem cuidadas do bairro Laranjal, habitada por moradores mais abastados. Um bom tempo depois começou a sair no noticiário local, ocorrências de assaltos a algumas mulheres que trabalhavam em casa de família, que pra lá se dirigiam a pé. Gostava dali, mas achei melhor evitar, sei claramente que se eu topasse com certos elementos em certas ruas, não teria como achar uma saída rápida. Pena, mas achei que seria melhor proceder assim, do que ter de correr certos riscos, e além disso tentar fazer uma coisa prazerosa, mas sabendo que se corre certo risco, e de certo modo até meio que avisado, não voltaria a caminhar por ali a não ser em caso de necessidade. E além do mais, há outras alternativas que por enquanto tem se mostrado seguras.

      No Limoeiro, no Jardim Primavera e no Vila Mury, todos os três interligados, tem se mostrado boas opções, principalmente se compararmos com o que dispomos aqui em Volta Redonda. Mas, mesmo numa dessas ruas do Vila Mury, uma rua bastante movimentada às 13 horas, com muitas crianças indo para o colégio, vi no jornal local a notícia de um assalto, justamente nesse horário. Nesse caso não me intimidei muito por se tratar de um local que conheço muito, com muitas saídas e ruas por evitar, inclusive essa. Resolvi continuar, e já se passaram quatro anos, e felizmente não tive maiores problemas, embora um local que gosto de ficar por ser muito tranquilo, confesso que as vezes fico ali com certo receio, me obrigando a ficar mais atento, mas vou continuando, a não ser em caso de eu ficar sabendo de algo mais concreto nesse local razoavelmente isolado.

      sábado, 12 de setembro de 2015

      O grande lagarto e,......

      Distante quatro metros de mim, no quintal da casa-fundos, no final do muro, um lagarto grande me observa, um outro, bem menor, posicionado ao meu lado na parte lateral do muro,  também me observa.  Pensará que sou um lagartão gigante? Me dirijo para o final do quintal, o lagarto grande ameaça ir embora, mas acaba ficando, esperando.  Ele parece estar curioso em relação a mim. Me aproximo um pouco mais, convencido de que fugirá rapidamente, mas para engano meu, ele se paralisa, se estatualiza, pensando talvez que não notei a presença dele. Finjo que não o vejo, e me aproximo mais um pouco, mais para o lado para não espantá-lo, e o observo bem de perto.


      Enquanto isso, fico pensando na reportagem do Yahoo notícias, a de que  pesquisadores advertem que ver tv demais faz mal para a saúde,  se a pessoa passar mais de cinco horas na frente desses aparelhos. Com muita dificuldade, vejo sessenta  minutos de um programa, a maioria das vezes assisto trinta minutos, mesmo em se tratando de filmes, faço pausas para ver mais tarde ou outro dia. Algumas vezes, por um tempo, assisto em pé, ou até mesmo fazendo algum tipo de exercício que dê para ver tv ao mesmo tempo. Até para ler um livro, muitas vezes procuro ler em pé,  alternando por períodos em que fico sentado.  

      *_*20/09/2015 - Domingo



      Assistido GAROTAS SELVAGENS,  com Kevin Bacon, Matt Dillon, Neve Campbell. O título não me atrai, pelo contrário, evito filmes intitulados dessa maneira, mas o nome constante no elenco de Bill Murray me fez dar uma olhada, e após os 50 minutos iniciais se mostrou a que veio. Vale a pena dar uma olhada.  Mas, esse é o primeiro, os outros,nada sei.

      E tem O VIGIA, com Joseph Gordon-Levitt, como bom filme de suspense dramático.




      *_* Mundo  Apple
      Num post da  Tech Tudo, perguntam se pagariam R$135 mil  por um Apple Watch.  Não pagaria nem duzentos reais, quanto mais esse valor absurdo. Na verdade não pagaria nada, até o momento não consigo sentir nenhum  interesse por ele, mas por conta de status, os que puderem, pagarão.



      quarta-feira, 12 de agosto de 2015

      Belle de Jour e...

      23 de agosto de 2015 - Domingo
      O Grande Herói
      Cinema americano, 2013
      É noite, sem ser tarde.  Consigo acompanhar os primeiros trinta minutos de "O Grande Herói". Nos trinta minutos seguintes,  cai sobre mim uma forte sonolência, fazendo com que eu deixe de  entender o que se passa no filme a partir desse instante. No dia seguinte volto a história continuando a partir  dos trinta minutos que cochilei, e vejo que realmente não vira essa parte, não entendera nada do que se passara. Acho que vale a pena ver, lamentando ele durar o tempo que dura, acho que se esse filme, como muitos outros, durasse mais ou menos uns 90 minutos a história se mostraria mais redonda, melhor digerível, embora valha a pena ver esse.
      Esse filme me faz sentir em certos momentos um pouco de raiva pelo Talibã e seus amigos, embora eu fique numa dúvida se há uma propaganda contra esse grupo, mas havendo propaganda ou não, sabemos das atrocidades de  que o Talibã é capaz de praticar, inclusive, a bola da vez, que é o chamado Estado Islâmico.

      E, enquanto isso, num lugar muito distante daqui:

       Alemã deixou casa para viver em trens

















      18 de agosto de 2015 - Terça-feira
      A nós a liberdade
      Cinema,  1931,  de René Clair

      O que esperar de um filme de 1931, mil tiros por segundo, infinitas explosões, muita violência, muita perseguição?  E ainda mais em se tratando de um filme francês, o que esperar?

      Vi uns trinta  minutos ontem, 17 de agosto de 2015, depois desliguei para dormir, o restante vejo depois.
      Esses trinta minutos até me surpreenderam por cenas que eu não esperava, pelo rumo tomado, e até achava que por ser um filme antiguíssimo, em preto e branco, com atores totalmente desconhecidos por mim, o filme fosse se mostrar previsível. Mas não é o que acontece, até esse momento.


      14 de Agosto de 2015 - Sexta-feira

      A bela da tarde
      Cinema francês, 1967, de Luís Bunuel.

      Bom, sem ser bonito.
      Embora lento, a história caminha, acelera um pouco em certos momentos-até me surpreende, sem ficar na mesmice  toda a vida, como certos filmes europeus, e como bastante comum em novelas.
      Meio deprimente em certos momentos. Pelo menos, me parece.
      Não separei direito a realidade nele da fantasia.
      Pelo diretor, que me era conhecido apenas de ouvir falar, nunca assistira nada dele antes, achava que seria extremamente maçante, o que não é o caso deste filme.


      12 de agosto de 2015 - Quarta-feira
      Energia, hoje sinto.  Por quê?
      Chutar o ar várias vezes, me acalma, me dá sono,

      por quê?

      *_*Assistindo
      11/09/2015-iniciei
      O suspeito da Rua Arlington





      sexta-feira, 17 de julho de 2015

      Yalnislik

      29 de julho de 2015 - 20 horas

      Quartos Fechados
      Care Santos
      Romance espanhol
      Início: 19/05/2015 - Término: 31/05/2015
      Os livros mais recentes ficam numa estante situada logo na entrada.  Estando a biblioteca vazia, pude olhar os livros com calma, já descartando alguns, separando os prováveis de serem escolhidos naquele dia. 
      Nem o título, nem a capa do Quartos fechados me chamaram a atenção. Hesitei muito antes de levá-lo. Na verdade, não havia opções melhores, mas o fato de ser escrito por uma crítica literária me chamou a atenção, além do tema por ela escolhido: a Espanha numa época de descobertas, de mudanças, de novas tecnologias que impressionaram as pessoas mas consideradas banais hoje. 
      Neste momento estou em casa sozinho, fechada, cercado por um raro silêncio, que chego a escutar as batidas dos relógios de parede.  O bar, situado aqui perto, por incrível que pareça, está quieto, silencioso, ao contrário de ontem. Do vizinho, não escuto o som rotineiro de sua tv no varandão  da casa. Até o deslizar do mouse escuto. Uma voz feminina bem longe chama alguém, mas os cães do vizinho, com excelente ouvido, quebram o silêncio por um minuto. Parece que alguém chamou dos fundos, o que não é pra ser, os fundos da casa  faz divisa com uma chácara cujo dono aparece somente durante o dia para cuidar do terreno se divertindo a sua maneira.  



      Tudo ao mesmo tempo
      Sob um frio gostoso de 17 graus, quero ler, assistir tv, cozinhar, cuidar do quintal, navegar na web, tudo ao mesmo tempo, e como não é possível fazer tudo de uma vez, vou fazendo um pouco de cada. Doideira essa  vida de hoje.

      ..............................................

      Cunha deu propina ou não?  Ele fala em vingança e afirma que romperá com governo.  VINGANÇA? Cunha: "Eu vou explodir o governo".   Estamos ferrados com esses tipos de representantes agindo em Brasília.
      Collor é investigado, parece mais do mesmo, como alguém com o passado dele conseguiu ser eleito Senador?
      Será que o Congresso atua em benefício do Brasil?

      Chips reduzidos
      Essa história da indústria se preocupar mais com os interesses dela do quem os dos consumidores é de lascar. Um exemplo disso é a diminuição no tamanho dos chips de celulares, obrigando o consumidor a se virar, a comprar um novo número, ou perder o tempo de se deslocar a uma loja para conseguir o novo chip para poder manter o mesmo número.





        ..........Humor..........

      Traficante mexicano procurado para terminar o metrô do Rio e São Paulo.


      Menor agride com socos e golpes de caneta
      No Rio de Janeiro foi criado uma lei proibindo o porte de arma branca: faca, canivete, etc.  Agora com a notícia de um  aluno de 16 anos agredir professora com socos e golpes de caneta, será preciso criar uma lei proibindo portar canetas??????????  

      Por conta da redução de maioridade penal, alguns espalharam anúncios de que deveriam deixar pra "nós" cuidar da educação do menor, e não a cadeia.  Quem serão esses  "nós".   Os pais?  Os pais estão, de um modo geral, sem generalizar, dando conta?   Estão tomando  atitudes equilibradas, nem muito brandas, nem muito duras?

      Será que todo menor que comete um crime é por quê os pais o criaram mal?   Será coincidência que a violência tenha aumentado de modo galopante juntamente com o aumento da violência no meio midiático: cinema, games, televisão?  


      SINISTRO

      rapaz faz selfie zombando do avô que tinha acabado de morrer.



      Ela
      Em  "Ela", fica um pouco estranho um homem se  apaixonar por um sistema operacional com voz feminina, e que por ser uma máquina sempre parecia entendê-lo perfeitamente.  Os primeiros sessenta minutos acompanhei integralmente, mas desse ponto em diante passei a adiantar um pouco a fita várias vezes. Algumas pessoas quando se sentem solitárias podem entrar por caminhos meio estranhos, mas normalmente se mantêm dentro dos limites da realidade. Muitas delas combatem  a solidão passando o tempo com "amigos" num bar, enquanto outros, procuram a religião. Não quero dizer com isso que todos que frequentam um bar, ou uma igreja, o fazem por se sentir solitários. Uma grande maioria simplesmente gosta de passar horas num boteco, sem serem solitárias, e a maioria que busca a religião o fazem  atendendo a  uma espécie de chamado, outros por sentirem necessidade de  ter Deus em suas vidas.  De qualquer forma, os dois ambientes parecem preencher o vazio que algumas pessoas sentem em si mesmas.


      Uma mão lava a outra
      Nos Estados Unidos, aparentemente, há uma cultura de que todo e qualquer trabalho produzido por um ser humano, deve ser remunerado, pago, de alguma forma. Parece não haver uma cultura do "uma mão lava a outra", ditado muito comum no Brasil, que tem sua origem aparentemente no tempo de sua descoberta, ou um pouco mais tarde, no tempo da instauração da monarquia brasileira. Fazendeiros, traficantes de escravos, etc, davam apoio financeiro e político à monarquia, recebendo em troca títulos de nobreza juntamente com diversos privilégios. O povo trabalhador era apenas um detalhe. Será essa cultura de uma mão lavar a outra, que continua até hoje entranhado no nosso sistema político, uma das causas para a corrupção vergonhosa que assola nosso país, mantendo uma desigualdade econômica enorme, nunca vencida pelas classes mais baixas?

      Hábitos cultivados pelos ricos (1)
      Pesquisas pipocam aos montes na internet. Uma delas mostra hábitos cultivados por ricos, dando uma impressão de que se os pobres cultivassem tais hábitos, ficariam ricos, embora as pesquisas não afirmem isto explicitamente. Um dos hábitos é de que os ricos não assistem tv, ou se o fazem, assistem bem menos. Pensando bem, com mais dinheiro é mais fácil passar o tempo com outras atividades, como jogar golfe, que me parece monótono; ou viajar para a Europa, Estados Unidos, sempre que der vontade.

      Yalnislik-solidão

      Borgman
      Cinema francês - 2013
      Suspense.

      03/07/2015 - 07 horas da manhã, antes de sair para o trabalho.
      Assisto 52 minutos do filme.

      Segundo o resumo, o mendigo pobre é um ser charmoso e enigmático. Nem sei se alguma mulher o achará charmoso. Na verdade, tem cara de folgado, se mostrando nos 52 minutos iniciais,  uma pessoa fria, calculista, ruim de nascença.
      Nisso, desligo e vou para o trabalho.
      A noite vejo mais 15 minutos.
      História bastante original, bastante sinistra. Em algumas cenas percebe-se o interesse, ou do diretor ou do roteirista, de simplesmente chocar.
      Simplesmente cruel.
       04/07/15 - 15 horas
      Finalmente concluí o filme. Não é que ele é ruim, na verdade é bom, só é bastante esquisito.  Até pensei que era francês, e o cinema francês gosta de terminar seus filmes sem que eles tenham realmente terminado, fica faltando algo, você é que tem de chegar a uma conclusão. O problema é que cada pessoa chega  a uma conclusão diferente.  Mas na verdade o filme é uma produção conjunta da Holanda, Dinamarca e Bélgica.

      quarta-feira, 20 de maio de 2015

      Sagduyu

      A locomoção/velocidade do automóvel infelizmente está sendo priorizada em detrimento do direito de transitoriedade dos pedestres, que sempre há os que abusam, mas que não justifica os atropelamentos quase rotineiros aqui em Volta Redonda, se continuar assim, acabará se assemelhando com a violência no Brasil que só foi crescendo ate´se  tornar banal - salvo poucas exceções -  e com consequências cada vez piores para as vítimas sem defesa, que muitas vezes mesmo não reagindo, são brutalmente, covardemente,  assassinadas. Quando alguém atropela a primeira coisa que faz é se defender que estava na mão dele, no seu direito, que o morto errou. Mas é necessário estar conduzindo um veículo numa velocidade alta, correndo o risco maior de sofrer ou causar um acidente grave considerando muitas variáveis imprevisíveis que podem ocorrer num piscar de olhos? Estando o condutor induzindo uma velocidade normal, sem pressa, sem correria, mesmo que venha a bater em algo, o estrago será muito menor, serão batidas bobas como um cara criticou ao saber que em certos locais foram determinados a redução do limite de velocidade permitida.
      (1-prudência)

      quarta-feira, 13 de maio de 2015

      Promoção

      Já estou participando da promoção IP 12 anos - amigos de verdade - no blog da Nanda Rocha. Já ganhei duas vezes e gostei muito.

      Para participar - clicar aqui